• Fax: 55 65 3052-6619
    • ecotropica@ecotropica.org.br

Fundação Ecotrópica desde 1988

Conservação e Preservação do Meio Ambiente.

 A fauna pantaneira é uma das mais ricas do planeta. Há cerca de 650 espécies de aves sendo que no Brasil inteiro estão catalogadas cerca de 1.800, a mais espetacular é a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), uma espécie ameaçada de extinção, já a ave símbolo do pantanal é o Tuiuiú (Jabiru mycteria), existem também tucanos, periquitos, garças-brancas, jaburus, beija-flores, socós, jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas.

           No Pantanal já foram catalogadas mais de 1.100 espécies de borboletas, contam-se mais de 80 espécies de mamíferos, sendo os principais a onça-pintada (Panthera onca) que atinge a 1,2 m de comprimento, 0,85 cm de altura e pesa até 200 kg, capivara, lobinho, lobo-guará, macaco-prego, cervo do pantanal (Blastocerus dichotomus), bugio (macaco que produz um ruído assustador ao amanhecer), porco do mato, tamanduá, cachorro-do-mato, anta (Tapirus terrestres), preguiça, ariranha, suçuarana, quati, tatu, entre outros.

         A região também é extremamente piscosa, já tendo sido catalogadas 263 espécies de peixes: piranha (peixe carnívoro e extremamente feroz), pacu, pintado, dourado, cachara, curimbatá, jaú e piau são as principais encontradas.

           Há uma infinidade de répteis, sendo o principal o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-de-coroa), cobras (sucuri, jibóia, cobras-d’água e outras), lagartos (camaleão, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado).

 

42O que é a Rede ?

É uma parceria entre organizações, proprietários de terras, ou não, destinada a promoção de ações conservacionistas ao longo do eixo do Rio Paraguai, no estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Qual seu objetivo?

É propor ações de gestão integrada entre as organizações e promover parcerias para proteger e maximizar a abrangência da Rede de Proteção (RPCSA) na região. As parcerias buscam como resultado obter uma maior eficiência e eficácia na conservação e também nas pesquisas.

Quem faz parte da Rede?

Participam da RPCSA: O Instituto Homem Pantaneiro, Fundação  Ecotrópica, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade,  Instituto Acaia Pantanal, Fazenda Santa Tereza que é uma propriedade particular. A Rede tem apoio da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental e do Grupo EBX de maneira não oficializada. São cerca de 272.952ha de área protegida.

Quais são as ações desenvolvidas?

  • Gestão das reservas (monitoramento mensal);
  • Conservação da natureza (Fauna e Flora);
  • Pesquisa científica;
  • Ações socioambientais;
  • Plataforma de diálogo (encontro do segundo e terceiro setor da sociedade).

 

Instituto Homem Pantaneiro 

Acaia Pantanal 

Parque Nacional do Pantanal ( Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

Os objetivos que justificam as RPPNs são promover a conservação da diversidade biológica, a proteção de recursos hídricos, o manejo de recursos naturais,  o desenvolvimento de pesquisas cientificas, as atividades de ecoturismo, educação, bem como a preservação de belezas cênicas e ambientes históricos.

A preservação é um dos pontos mais importantes na criação de uma RPPN, mas para que essa preservação possa ser feita de forma eficaz é necessária que pesquisas cientificas sejam desenvolvidas nas áreas com o objetivo de se levantar a fauna e a flora local.  

Essas pesquisas cientificas visam levar ao conhecimento da comunidade a relevância em se preservar e manter uma RPPN e quais serão os benefícios em se preservar áreas de tão grande singularidade.

A Ecotrópica também apoia estudos científicos, se você desejar visitar a nossa Sede na RPPN Acurizal para conhecer mais a nossa estrutura e futuramente desenvolver pesquisas entre em contato conosco e sabia mais. 

O que é uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural)?

            A RPPN está inserida dentro do contexto de Unidade de Conservação (UC), criada em área privada, por ato voluntário do proprietário, em caráter perpétuo, instituída pelo poder público. Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define o tamanho da área a ser instituída como RPPN. Tal processo de criação deverá obedecer à legislações vigente tanto no âmbito federal quanto estadual.

            Mesmo que haja mudança de proprietários, por venda ou herança, os novos donos terão que manter o compromisso de preservação da área.

“Criar uma RPPN significa proteger determinada porção do território para sempre, é um compromisso com o futuro!”

Critérios para obter reconhecimento como RPPN, a área deve:

  • Ser significativa para a proteção da diversidade biológica;
  • Possuir paisagens de grande beleza; ou
  • Reunir condições que justifiquem ações de recuperação ambiental, capazes de promover a conservação de ecossistemas frágeis ou ameaçados.

Quem pode criar

    Pessoas físicas, empresas de todos os portes, assim como entidades civis e religiosas podem requerer o reconhecimento de suas propriedades rurais como Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

    Assim, estará contribuindo com a rápida ampliação das áreas protegidas, além de levar às gerações futuras os benefícios da manutenção da biodiversidade brasileira, uma das mais ricas do planeta.

Vantagens

  • Isenção de pagamento do ITR - Imposto Territorial Rural, na área reconhecida como RPPN.
  • Prioridade na análise e concessão de recursos do FNMA - Fundo Nacional de Meio Ambiente.
  • Maior facilidade de acesso ao crédito agrícola nos bancos oficiais.
  • Maior facilidade do ambiente natural de sua propriedade, através do contato frequente com instituições de pesquisa científica.
  • Apoio e orientação do IBAMA quanto ao manejo e gerenciamento da RPPN.
  • Oportunidade de ganhos financeiros extras, através do desenvolvimento do turismo ecológico, lazer, recreação e educação ambiental.
  • Apoio, cooperação e respeito das entidades ambientalistas.

Obrigações

Assegurar a manutenção dos atributos ambientais da RPPN e promover sua divulgação na região, mediante, inclusive, a colocação de placas nas vias de acesso e nos limites da área, advertindo terceiros quanto à proibição de desmatamento, queimadas, caça, pesca, apanhar e capturar animais e quaisquer outros atos que afetem ou possam afetar o meio ambiente.

            Submeter à aprovação do órgão responsável pelo reconhecimento o zoneamento e o plano de utilização da Reserva, em consonância com o objetivo de uma RPPN e as atividades que possam ser realizadas na área.

            Encaminhar ao órgão responsável pelo reconhecimento, anualmente e sempre que solicitado, relatório de situação da reserva e das atividades desenvolvidas, para o cumprimento destas atividades o proprietário poderá solicitar a cooperação de entidades ambientalistas devidamente credenciadas pelo Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas - CNEA, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA.

           

Legislação

A Lei Federal

        - Decreto n.º 5.746, de 5 de abril de 2006.

        - Instrução Normativa n.º 145, de 09 de janeiro de 2007.

Nos Estados

    Mato Grosso

        - Decreto Estadual n.º 7.279, de 22 de março de 2006.

    Mato Grosso do Sul

        - Decreto Estadual n.º 7.251, de 16 de junho de 1993.

        - Resolução SEMA/MS n.º 044, de 26 de maio de 2006.

O turismo sustentável tem se tornado realidade no país, cada vez mais lugares criam regras para que a visitação seja feita de forma a não prejudicar o meio ambiente, para que o contato do turista com a natureza seja feito sem que haja prejuízos para a natureza.

A Ecotrópica apoia essa decisão e vem trabalhando para que o Ecoturismo possa ser uma realidade dentro das reservas, proporcionando aos visitantes uma experiência única em estar dentro de um ambiente em que quase não existe ação antrópica, em que a relação dele com a natureza ocorra de forma simbiótica no qual tanto a Natureza quanto o visitante possam se beneficiar dessa relação.