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Poconé é uma cidade pantaneira reconhecida pelo ecoturismo, porém com grande potencial para o turismo rural, rotas urbanas para apreciação da cultura e arquitetura, gastronômico, turismo religioso e turismo de aventura.

As Vereadoras Jocilma Amaral e Ageane Barros (Ambas UB), estão unidas para organização da classe e operadores do turismo que queiram explorar as novas oportunidades do turismo em Poconé.

Recentemente as vereadoras conseguiram aprovar uma de suas propostas na forma de INDICAÇÃO encaminhadas às autoridades: Ataíl Marques do Amaral, Prefeito Municipal; Manoel Salvador Pereira Leite, Secretário Municipal de Turismo; José Joadir do Amaral Júnior, Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico; Amarildo Schmieleski, Secretário municipal de Desenvolvimento Agropecuário; Mariana Petronilia de Arruda Pereira, Secretária Municipal de Cultura; Empaer Poconé e o convite foi estendido aos pretensos empresários do Turismo de Aventura e Rural.

As vereadoras solicitam que a prefeitura realize junto com o parlamento municipal uma reunião temática sobre o assunto, debatendo vários temas.

I – Retomada do registro para as rotas do Turismo Rural;

II – Identificar os pontos de realização de turismo de aventura;

III – Registrar e regulamentar os eventos e criar plano de ação:

a – Cavalgada Pantaneira;

b – Festival de Pesca;

c – Trilhas;

d – Passeios de barco;

e – Rota do ciclismo;

f – Dia em comitiva;

IV – Promover a realização de espaços para camping;

V – Rotas urbanas.  

Na justificativa defendendo a realização do encontro em forma de reunião temática as vereadoras esclareceram, “Com a realização do Circuito de debate sobre Turismo de Aventura em Poconé, o momento é oportuno para potencializar o tema e promover metas a serem alcançadas pelo poder público e setor envolvido”, afirmou Jocilma.

“Estamos somente organizando a agenda de cada envolvido para reunirmos e buscarmos juntos os caminhos a serem trilhados”, finalizou Ageane.

Chefe Paulo Machado estava com a equipe quando conseguiu observar o animal passeando em um refúgio ecológico de Miranda (MS).

A equipe do chef Paulo Machado está no Pantanal sul-mato-grossense em projeto para desenvolver a Rota Gastronômica Pantaneira, unindo culinária às belezas naturais da região. Durante uma filmagem com drone, a equipe registrou uma onça-pintada, que passeava por uma fazenda em Miranda (MS), a 208 quilômetros de Campo Grande. (Veja o vídeo).

Nas imagens, a onça-pintada adulta atravessa cerca e pula um aceiro. O felino ainda olha para cima, em direção ao drone e, depois, segue o caminho. O flagrante aconteceu no dia 30 de julho, às 17h20.

eco 8 22 2jpgAo g1, o chef contou que estava com sua equipe na Fazenda São Francisco captando imagens para o projeto especial, quando viu o animal. “Estou muito contente que a gente viu a onça-pintada. Ao natural, no campo, correndo. Coisa linda”, disse em um vídeo que gravou após o flagrante.

Paulo disse ter ficado hipnotizado ao ver o animal em seu habitat. “Foi algo surreal! Parecia miragem, eu não acreditava”, disse, lembrando que o coração até bateu mais forte naquele momento.

Não é de hoje que as onças circulam pela Fazenda San Francisco. No ano passado, uma onça-pintada foi flagrada por turistas descansando em uma passarela de madeira na região. O animal é bastante conhecido e sempre é visto por turistas na região. A proprietária ainda informou que no local há 14 onças-pintadas residentes e que, muitos turistas, vão até lá para tentar ver os felinos.

 

Onça volta a 'impedir' que turistas passem por passarela de madeira no Pantanal — Foto: Fazenda San Francisco/Divulgação

 

 

O Projeto de Lei 561/2022, que dispõe sobre a Política Estadual de Gestão e Proteção à Bacia do Alto Paraguai (também conhecido como Lei do Pantanal), foi sancionado  pelo governador Mauro Mendes. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) esclarece que a Lei ainda precisa ser regulamentada, estabelecendo critérios e parâmetros para viabilizar a aplicação da norma.

Dentre algumas novidades, a Lei do Pantanal irá permitir a manutenção da atividade de pecuária extensiva, a conciliação da produção com o meio ambiente e a permanência dos pantaneiros no bioma Pantanal.

A proposta foi elaborada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) juntamente com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), tendo como base o estudo técnico realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal e apoio técnico da Famato, entidades do setor produtivo e do produtor rural pantaneiro do estado.

A Famato vem atuando desde o início das discussões, conforme matéria publicada em julho (https://sistemafamato.org.br/blog/2022/07/13/famato-acompanha-aprovacao-de-projeto-de-lei-que-rege-politicas-de-gestao-e-protecao-do-pantanal/).

“Desde 2008, quando foi sancionada a Lei Estadual nº 8.830/2008, a Famato dialoga com o governo para regulamentar o uso sustentável da planície alagável da Bacia do Alto Paraguai. Buscamos estudos técnicos junto com a Embrapa que contribuíram para embasar a lei. Esta validação do governo é um passo importante para os pantaneiros e a manutenção da atividade na região”, afirmou a gestora do Núcleo Técnico da Famato, Lucélia Avi.

Para mais informações e esclarecimento de dúvidas, a analista de Meio Ambiente, Laura Rutz, atende pelos telefones (65) 99632-2260 e (65) 3928-4474 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Incêndios voltaram a atingir o Pantanal, um dos biomas mais ameaçados do País, em Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) decretou situação de emergência em 14 municípios da região.

Os focos apareceram na região do Abobral, no entorno do Parque Estadual Pantanal Rio Negro, uma reserva ambiental. Na manhã de quinta (21), uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar se deslocou para a área, em apoio às brigadas que já atuam na região. Conforme o Centro de Proteção Ambiental dos Bombeiros, entre 1.º de junho e 17 de julho, os incêndios destruíram 84 mil hectares de vegetação no Pantanal sul-mato-grossense, que vive um novo período de forte estiagem.

Já há informações de mortes de animais devido à seca e às queimadas. Um vídeo que circula em redes sociais mostra mais de uma dezena de jacarés disputando a água que caía de um bebedouro de gado, na Fazenda Sagrado, em Corumbá. Na imagem, é possível ver que os répteis estão magros e alguns aparentam estar mortos. Outros animais, como uma sucuri e uma onça-pintada, foram salvos de incêndios.

ÁREA MAIS ATINGIDA

O decreto de emergência abrange os municípios de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana, Porto Murtinho, Sonora, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Bodoquena, Jardim, Bonito, Anastácio, Corguinho e Rio Negro afetados por desastre classificado como incêndio florestal — queimadas em parques, áreas de proteção ambiental e áreas de preservação permanente nacionais, estaduais ou municipais. A emergência entrou em vigor ontem e tem duração de seis meses.

Conforme o governo, o decreto foi motivado pela intensa estiagem, que já dura mais de 25 dias, e pelo aumento em focos de incêndios em Mato Grosso do Sul. Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontam já no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, um aumento de 215,5% de área queimada nas unidades de conservação da bacia do Rio Paraguai, que banha o Pantanal, e de 400% em terras indígenas.

Um termo de manejo foi firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para preservar as capivaras em áreas urbanas e nos parques da capital. Serão feitos estudos com os animais, além de um plano de ação.

Conforme a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (SMADESS), o maior foco de estudo são os parques das Águas e Tia Nair.

Dentre as medidas estão:

  • A implantação de grades nos equipamentos públicos
  • Projeto de redução de conflitos
  • elaboração de relatórios técnicos
  • Enumeração de locais de maior risco de colisão entre os animais e os veículos no perímetro urbano, a fim de evitar atropelamentos e mortes
  • Estudo populacional composto por dados fundamentais como o número de grupos, área de alimentação, deslocamentos, bem como de descanso, entre outras.

O acordo tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado.

Durante a vigência, as partes deverão garantir a preservação integral da área, garantindo acesso e estabilidade das áreas utilizadas em experimentos nesse período, inclusive com as diligências básicas de prevenção.

Sexta, 22 Julho 2022 15:40 Escrito por

Enquanto as organizações da sociedade civil trabalham em seus territórios para proteger e conservar o Pantanal, os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram o Projeto de Lei n. 560/2022 que permite atividades econômicas em áreas protegidas do bioma.

A proposta altera e flexibiliza a Lei nº 8.830/2008, que também é conhecida como Lei do Pantanal.

Entre as mudanças estão, por exemplo, a permissão para pecuária extensiva, restauração de pastagem nativa, ecoturismo e turismo rural em áreas protegidas do bioma. Além disso, o projeto permite o uso de forma intensiva ou em larga escala das áreas de preservação permanente (APPs) e autoriza atividades de “interesse social” na planície alagável da Bacia do Alto Paraguai (BAP) em território mato-grossense.

Em carta publicada no mês passado, um dia antes da aprovação do projeto em 1ª votação, mais de 40 organizações da sociedade civil e representantes de comunidades tradicionais pantaneiras denunciaram “atropelos” na discussão e ausência de consulta às comunidades tradicionais que poderiam ser afetadas com o PL. O documento também apontou como insuficiente a fundamentação científica da matéria, uma vez que não aborda com profundidade os impactos, os danos e a afetação climática que as alterações na Lei do Pantanal podem acarretar ao bioma.

A nova lei está contramão da conservação do Pantanal, as organizações que integram Observatorio Pantanal trabalham em prol do Pantanal e continuarão buscando meios de proteger o bioma.

Desde a segunda semana de julho os focos de incêndios iniciaram no Pantanal Sul, nos municípios de Aquiaduana e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. No final de semana os combates se intensificaram nas regiões do Abobral, Nabileque e Paraguai-Mirim.

Ao todo, 25 militares realizaram o trabalho de controle das chamas e seguem monitorando.

E o mais preocupante é que esse ainda não é o pico da estiagem na região. Como já era previsto, o Pantanal Sul está mais seco e também mais propenso a queimar. As chuvas que eram esperadas no primeiro semestre não ocorreram. Em abril, choveu 50% abaixo do esperado.

A variação se deve à atuação do La Niña, que ocorre devido ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico e, por consequência, gera mudanças nos padrões de circulação atmosférica que impactam no regime das chuvas de todo Continente. Além disso, as temperaturas do ar tendem a ser mais altas e baixa umidade relativa do ar devido à ausência ou menor cobertura de nuvens. Há probabilidade de 73% que o fenômeno tenha continuidade.

De acordo com Leonardo Gomes, diretor-executivo do SOS Pantanal e organização-membro do Observatorio Pantanal, o resultado no Pantanal é uma condição de solo muito seca e biomassa acumulada muito intensa. Também ressalta há a perspectiva da repetição pelo terceiro ano seguido do fenômeno La Niña, que é um fenômeno que não se repete há três anos seguidos há 70 anos.

Devido a baixa umidade do ar nos próximos dias, o Corpo de Bombeiros de Corumbá fará nesta semana uma campanha de sensibilização que será veiculada nas rádios AM e FM com cobertura nas mais diversas regiões do Pantanal. O objetivo é informar a população e alertar sobre os riscos de incêndios.

Incêndios aumentaram 26% em relação a 2021

Mas os números no Pantanal de MT e MS são alarmantes. Desde janeiro, já são 717 focos de calor, e o Pantanal perdeu mais de 123 mil hectares, aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento é do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Estamos todos em alerta!

Com informações do G1

Em um ano, o desmatamento cresceu mais de 15% no Pantanal. Os dados fazem parte do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2021), publicado pelo projeto MapBiomas Alerta, no dia 18 de julho. 

O estudo comparou o período de 2020 a 2021 e identificou a perda de 28.671 hectares.

O Pantanal foi, pela segunda vez, campeão na velocidade do desmatamento. Cada evento avançou em média 11.200 m2/dia sobre a mata. A vegetação nativa mais atingida é a formação florestal com 48,6%; seguida da formação savânica com 30,8%.

O estudo não identificou desmatamento em Unidade de Conservação (UC) e a maior parte das áreas desmatadas estão localizadas em áreas privadas (94,1%). O restante se divide em terras indígenas (0,1%), assentamentos (0,6%), área pública (0,2%), vazio fundiário (4,7%) e infraestrutura urbana (0,3%). Em três anos, apenas uma área estava regularizada, ou seja possuía autorização para supressão da vegetação nativa, representando cerca de 0,04% do total.

Onze estados superaram a média de 100 hectares desmatados por dia ao longo de 2021, incluindo Mato Grosso do Sul, que, ao todo, teve aumento de 45% no desmatamento, ocupando a 13º posição entre os estados brasileiros. Foram identificados como vetores de pressão para o desmatamento, agropecuária, garimpo, mineração, expansão urbana e outros.

MapBiomas, uma rede formada por ONGs, universidades e empresas de tecnologias, criou o MapBiomas Alerta com objetivo de contribuir para o fim do desmatamento no Brasil a partir de um sistema de validação, refinamento e geração de laudos de alertas de desmatamento em todo o país.

Clique aqui e baixe o RAD 2021.